O preço de um levantamento com georadar (GPR) é sempre sob orçamento, porque depende do projeto: área a investigar, profundidade alvo, tipo de terreno e o que você precisa receber no fim — o radargrama bruto ou um laudo interpretado com ART. Não existe tabela única. Existe uma lógica de precificação, e é ela que este texto abre para você.
Antes de pedir três orçamentos e comparar números soltos, vale entender duas coisas que a maioria das páginas sobre "georadar preço" não separa: o que você está comprando e o que faz o valor subir ou descer.
Equipamento ou serviço? São dois preços diferentes
Quem digita "georadar preço" cai quase sempre em anúncios de equipamento — Leica, GSSI, unidades de MercadoLivre ou AliExpress, que vão de dezenas a centenas de milhares de reais dependendo da antena. Esse é o preço de comprar a máquina.
Mas a maioria dos projetos de engenharia não precisa de uma máquina. Precisa de uma resposta: onde estão os dutos, se há vazios sob a laje, qual a espessura do pavimento, onde passa a interferência antes da escavação. Isso é serviço de levantamento — a ORITI mobiliza equipe e equipamento, faz a aquisição em campo, processa os dados e entrega o laudo técnico. São dois mercados com lógicas de preço distintas, e confundir os dois é o erro mais comum de quem está orçando pela primeira vez.
Se o seu objetivo é obter dados confiáveis para uma decisão de obra ou de risco, o que você quer orçar é o serviço. O resto deste texto trata dele.
As 8 variáveis que definem o preço de um levantamento GPR
O orçamento de um levantamento não sai de um número por metro quadrado aplicado no escuro. Ele se monta a partir das variáveis abaixo. Entenda cada uma e você consegue ler qualquer proposta com olho crítico — e pedir orçamentos que dá para comparar de verdade.
| Variável | O que é | Como mexe no preço |
|---|---|---|
| Área ou extensão | m² de uma laje/pátio ou km de uma faixa (ferrovia, duto, via) | Base do dimensionamento; mais área ou extensão, mais horas de campo |
| Profundidade alvo | Até onde precisa "enxergar" (0,5 m de laje ou 8 m de subsolo) | Define a antena e, com ela, o custo do equipamento mobilizado |
| Antena / frequência | Alta frequência = detalhe raso; baixa = alcance profundo, menos resolução | Projetos que exigem mais de uma antena elevam o custo |
| Tipo de terreno / material | Concreto, asfalto, solo argiloso, aterro, rocha | Solo muito condutivo (argila úmida) reduz penetração e exige mais leituras |
| Densidade de leitura | Espaçamento entre as linhas de aquisição (grid) | Malha mais fechada detecta alvos menores, mas leva mais tempo em campo |
| Tipo de entrega | Radargrama bruto x laudo interpretado com ART e planta cadastral | O laudo interpretado por especialista é o que agrega — e o que pesa no valor |
| Logística / mobilização | Distância, acesso, área industrial, trabalho noturno, NRs e integração | Obra remota ou com parada de operação custa mais que um pátio urbano |
| Urgência | Prazo normal x atendimento emergencial | Mobilização fora da janela programada tem custo adicional |
Repare no padrão: nenhuma dessas variáveis é "opcional" no sentido de enfeite. Cada uma muda a qualidade do dado. Uma malha larga demais para economizar horas pode simplesmente não detectar o duto de 50 mm que você precisava achar — e aí o levantamento barato vira retrabalho caro.
Georadar é cobrado por m² ou por diária?
Depende do projeto, e é justamente por isso que comparar propostas exige cuidado. Levantamentos de área (pátios, lajes, terrenos) costumam ser dimensionados por m² ou por grid; levantamentos lineares (ferrovias, dutovias, rodovias) por km; e projetos com muita mobilização ou interpretação pesada, por diária ou pacote fechado. O que define não é a "unidade" e sim as 8 variáveis acima traduzidas em horas de campo e horas de escritório.
Por isso, dois orçamentos com preços por m² diferentes podem ser, na prática, serviços diferentes: um entrega o radargrama, o outro entrega o laudo interpretado. Sem olhar o escopo, o número engana.
Por que contratar o serviço costuma sair mais barato que comprar ou alugar
Esse é o ponto que a SERP de equipamento não conta. Para quem faz georadar de forma esporádica — a maioria das obras e plantas industriais —, contratar o serviço quase sempre é mais econômico que operar a máquina por conta própria. Três motivos:
- O equipamento é a parte fácil. O que separa um dado útil de um monte de ruído é a interpretação. GPR gera hipérboles, reflexões múltiplas e artefatos que só um profissional experiente lê corretamente. Comprar a antena não compra a leitura.
- A curva de aprendizado é longa e cara. Uma equipe que roda o equipamento uma vez por semestre não desenvolve repertório de campo. O resultado é aquisição com parâmetros errados, malha inadequada e um levantamento que precisa ser refeito.
- O custo de um laudo errado supera qualquer economia. Errar a posição de uma interferência antes de escavar pode significar rompimento de duto, parada de operação, acidente e passivo. O preço do serviço é barato perto disso.
Comprar a máquina só se paga para quem faz levantamentos com frequência e mantém uma equipe treinada em campo. Fora disso, o serviço entrega o dado com menos risco e sem imobilizar capital.
Quer entender o que o equipamento realmente detecta antes de orçar? Veja como funciona o GPR na detecção de interferências no subsolo.
Como pedir um orçamento de georadar que dá para comparar
Use este roteiro de quatro perguntas ao acionar qualquer fornecedor. Ele padroniza o escopo e evita comparar propostas desiguais:
- O que preciso descobrir e a que profundidade? (Ex.: mapear interferências metálicas e não metálicas até 3 m antes de escavar.)
- Qual a área ou extensão exata? (m² da poligonal ou km da faixa, com planta se houver.)
- Que entrega eu preciso? Radargrama, laudo interpretado, planta cadastral georreferenciada — e se precisa de ART.
- Quais as condições de campo? Acesso, tipo de piso/terreno, se há parada de operação, NRs e prazo.
Com essas quatro respostas iguais para todos, os orçamentos ficam comparáveis. Um caso clássico de aplicação — e de escopo bem definido — é o mapeamento de interferências subterrâneas antes de escavações.
O laudo técnico está incluído no preço?
Nem sempre — e essa é a pergunta que mais muda o valor. Algumas propostas cobrem só a aquisição e a entrega do radargrama bruto; outras incluem o processamento, a interpretação por especialista, a planta cadastral e a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A ORITI trabalha com a entrega interpretada porque é ela que sustenta a decisão de engenharia e atende às exigências de responsabilidade técnica.
Vale conferir o que a regulamentação pede para o seu caso: reunimos o essencial em normas técnicas do mapeamento de interferências subterrâneas (ABNT e regulamentação no Brasil).
Por que orçar com a ORITI
São 25 anos dedicados a georadar, inspeção robótica e análise técnica de subsuperfície, com mais de 300 empresas atendidas e projetos para Petrobras, Vale, Braskem, Ternium e Rumo. Escritórios em São Paulo e Belo Horizonte, atuação em obra e ambiente industrial. Não vendemos a máquina — entregamos o dado interpretado que a sua decisão de engenharia precisa.
Solicite seu orçamento de levantamento GPR. Envie área, profundidade alvo e o tipo de entrega que você precisa, e devolvemos uma proposta com escopo claro. Fale com a ORITI pelo WhatsApp ou pelo formulário de contato.
Perguntas frequentes sobre preço de georadar
Quanto custa um levantamento de georadar? O valor é sob orçamento e varia conforme área/extensão, profundidade alvo, tipo de terreno, densidade de leitura e tipo de entrega (radargrama ou laudo interpretado com ART). Não há preço de tabela porque cada projeto tem escopo próprio; o orçamento fecha depois de definir esses parâmetros.
Georadar é vendido por metro quadrado ou por dia? Os dois modelos existem. Levantamentos de área costumam ser dimensionados por m² ou por grid; lineares (ferrovia, duto, via) por km; e projetos com muita mobilização, por diária ou pacote. O que manda é o escopo real, não a unidade isolada.
Vale mais a pena alugar o equipamento ou contratar o serviço? Para quem não faz levantamentos com frequência, contratar o serviço quase sempre sai mais barato. O equipamento é a parte simples; a interpretação especializada é o que garante um dado confiável — e um laudo errado custa muito mais que a economia de alugar a máquina.
O preço inclui o laudo técnico? Depende do fornecedor. Há propostas só de aquisição (radargrama bruto) e propostas completas, com interpretação, planta cadastral e ART. A ORITI entrega o laudo interpretado, que sustenta a decisão de engenharia e a responsabilidade técnica.
Qual o prazo de um levantamento de georadar? Varia com a área, a densidade de leitura e a logística. Levantamentos pontuais podem ser concluídos em poucos dias entre campo e laudo; projetos extensos ou com parada de operação exigem cronograma específico. Atendimento emergencial é possível com mobilização fora da janela programada.
